Pinheiros é campeão com nova vitória PDF Imprimir E-mail

Rio de Janeiro/RJ – O Esporte Clube Pinheiros é o campeão da I Liga Nacional BNY Mellon de Pólo Aquático, ao derrotar o Fluminense por 10 a 9, neste domingo, 7/11, no parque aquático Júlio de Lamare, no Maracanã. O clube paulista já havia vencido a primeira partida final na véspera por 8 a 5, o que lhe dava a vantagem de perder por até três gols de diferença. As parciais da partida foram ECP 2 x 2 FFC / 3 x 1 / 2 x 2 / 3 x 4. O Pinheiros recebeu ainda o tradicional Troféu João Havelange e o Fluminense foi punido novamente pela inúmera quantidade de gols perdidos.

Na eleição do melhor jogador do campeonato, eleito por técnicos e capitães das equipes envolvidas, deu empate entre dois jogadores do campeão Pinheiros: o veterano goleiro Pará e o artilheiro do time e segundo colocado na competição com 46 gols, Marcelo Franco. Além de dividirem prêmio de R$2.500,00, os atletas ganharam o Troféu Gilberto Gargiulo, nome de um ex-atleta da Seleção Brasileira, falecido recentemente e cuja carreira foi toda no Pinheiros. Uma segunda taça será feita para agraciar os dois jogadores. A premiação foi dirigida pelo irmão do homenageado, Gilson Gargiulo.

- Não esperava, mas sempre digo, não confundam idade com qualidade. Mas pra mim, o melhor é o título. Lógico que gosto de dinheiro, mas me passa o cheque e o prêmio de melhor pode ir pra outro – brincou o veterano Pará, 31 anos. Já o outro premiado, Marcelo Franco, estava emocionado.

- A sensação de ser campeão e ainda premiado é indescritível. Parece que estou sonhando. Ainda mais receber junto com o Pará, que é uma lenda do esporte. Eu estava nascendo e ele já jogava – disse Marcelo.

Outros premiados foram o artilheiro do campeonato, Beto Seabra, capitão do Fluminense, com 51 gols; e ainda o goleiro menos vazado, Marcelo Chagas, também do tricolor carioca, com 70 gols. Ambos receberam 2 mil reais.

- Talvez mais tarde eu comemore este prêmio, mas o desânimo pela perda do título é maior – lamentou Beto. Já Marcelinho estava satisfeito pelo prêmio de “consolação.”

- Pelo menos isto. E a premiação é boa porque é um incentivo para aparecer mais talentos para o pólo, especialmente na minha posição. Tomara que aconteça e que isto sirva  de exemplo – disse Marcelinho, que com as brincadeiras dos companheiros para que utilizasse o dinheiro para pagar churrascaria pro time, revelou que “esta grana veio a calhar pra pagar dívidas, pois este fim de ano está difícil.”

O Pinheiros entrou bem tranqüilo na piscina devido à vantagem obtida no primeiro jogo. E ao contrário da véspera quando os times se estudaram no início, os gols, desta vez,  não demoraram a sair. João Santos abriu o placar para o Pinheiros aos 7’32” e Gabriel empatou aos 16 segundos depois. O quarto foi equilibrado, o que era ruim para o time do Rio que lutava contra o adversário e contra o relógio. João Santos fez mais um para o Pinheiros e o australiano Hollis, artilheiro do jogo, empatou novamente, com o primeiro dos seus três gols. Apesar da grande atuação, Hollis foi protagonista do gol mais perdido do jogo ao errar tentando encobrir Pará, com a bola se chocando na trave.

No segundo período, o artilheiro do Pinheiros, Marcelo Franco, marcou pela primeira vez na partida. Hollis marcou outro gol em ponte-aérea, mas o Pinheiros abriu no placar com o Chidiquimo, após um gol incrível perdido pelo americano John Mann cara a cara com Marcelinho, e com o outro estrangeiro do time, Michael Sharf.

O terceiro quarto foi o mais nervoso. O Fluminense reagiu e chegou ao empate por intermédio de Quito, de pênalti e novamente Hollis, mas após o sexto gol do Pinheiros, marcado pelo capitão Mameri, a equipe carioca perdeu a cabeça e teve seu primeiro jogador expulso (com direito a substituição): André Raposo, o Quito. Marcelo fez mais um para o Pinheiros e chegou a 46 gols na competição. Logo após, Gabriel Reis teve o mesmo destino de Quito e saiu do jogo. E para piorar, Rodrigo “Shalon” foi expulso sem direito a substituição por agressão a adversário, deixando o time com menos um. Com as punições, o jogo foi interrompido por reclamação do banco tricolor contra a arbitragem.

O último período foi só para confirmar o título do Pinheiros, que antes viu Bernardo Reis fazer para o Fluminense livre diante de Pará. Logo depois Erik marcou duas vezes para a equipe paulista. No final, já comemorando o título, os jogadores do Pinheiros relaxaram na marcação e viram o Fluminense encostar no marcador, mas sem ameaçar a sua vitória. Bom para Beto Seabra que consolidou sua artilharia na competição ao balançar as redes duas vezes e chegar aos 51 gols. O australino Ryan Moody completou o placar.

- Nós merecemos este título e o Bárbaro ainda mais. Ele é rígido e faz o time treinar até no domingo. Mas depois vem o reconhecimento. Estou muito feliz pela conquista, pois tenho certeza que este grupo mereceu – afirmou Daniel Mameri. Já Gabriel Reis reconheceu o título do adversário.

- O Pinheiros mereceu o título. Foi melhor nas três partidas contra a gente. Perdemos muitos gols em homem a mais e isto faz diferença. Todos erram, o Pinheiros perdeu alguns gols também, os árbitros erram, mas nós erramos demais e acabamos por perder a cabeça. O título do Pinheiros foi merecido. E os americanos são muito bons e fizeram a diferença nas finais – concluiu Gabriel.

Seqüência de gols da decisão
1º quarto
= Pinheiros 1 x 0 (João#6 aos 7’32”) / Fluminense 1 a 1 (Gabriel#10 aos 7’16”) / Pinheiros 2 a 1 (João#6 aos 5’28”) / Fluminense 2 a 2 (Hollis#2 aos 4’13”)
2º quarto = Pinheiros 3 a 2 (Marcelo#5 aos 7’21”) / Fluminense 3 a 3 (Hollis#2 aos 5’30”) / Pinheiros 4 a 3 (Fábio#4 aos 1’56”) / Pinheiros 5 a 3 (Sharf#10 aos 46”)
3º quarto =  Fluminense 4 x 5 (Quito#5 aos 5’35” de pênalti) / Fluminense 5 a 5 (Hollis#5 aos 4’43”) / Pinheiros 6 a 5 (Mameri#13 aos 3’23”) / Pinheiros 7 a 5 (Marcelo#5 aos 2’32”)
4º quarto = Fluminense 6 x 7 (Bernardo#9 aos 6’49”) / Pinheiros 8 a 6 (Erik#9 aos 6’24”) / Pinheiros 9 a 6 (Erik#9 aos 4’25”) / Pinheiros 10 a 6 (Danilo#12 aos 3’10”) / Fluminense 7 x 10 (Ryan#11 aos 2’58”) / Fluminense 8 x 10 (Beto#6 aos 35”) / Fluminense 9 x 10 (Beto#6 aos 22”).

Os times (em negrito, os que começaram jogando):

PINHEIROS = 1 – André “Pará” Cordeiro /  2 – Emílio Vieira /  3 – Conrado Bertoluzzi / 4 – Fábio Chidiquimo (1) / 5 – Marcelo Franco (2) /  6 – João Santos (2) / 7 – Lucas Vita  / 8 – Jonh Mann / 9 – Erik Seegerer (2) /  10 - Michael Sharf (1) /  11 – Mário Carotini Júnior / 12 – Danilo Correa (1) /  13 – Daniel Mameri (capitão) (1).  Técnico: Bárbaro Diaz

FLUMINENSE = 1 – Marcelo Chagas /  2 – Lachlan Hollis (3) /  3 – César Queiroz /  4 – George Chaia  /  5 – André “Quito” Raposo (1) /  6 – Roberto “Beto” Seabra (capitão) (2) /  7 – Rodrigo “Shalon” Prujanski   / 8 – Guilherme “Mineiro” Rodrigues  /  9 – Bernardo Reis (1) /  10 – Gabriel Reis (1)11 – Ryan Moody (1) / 12 – Roberto Marques /  13 – Rafael “Cubano” Rufino. Técnico: Carlos Carvalho

Árbitros = Décio Patelli & Denis Danelon

Eliana Alves / Souza Santos
Assessoria de Imprensa da CBDA
ENTER Comunicação

 
 

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1Pinheiros14
2Fluminense
12
3
Flamengo
9
4
Botafogo
6
5
Paulistano5
6
Paineiras
4
7
Tijuca4
8
Guanabara
2

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